terça-feira, 13 de junho de 2017

Santa Cruz do Capibaribe realiza atividades no dia Mundial de combate ao Trabalho Infantil


A prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe realizou na manhã desta segunda-feira (12), na avenida 29 de Dezembro, atividades de panfletagens e exibição de faixas alusivas ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil no município. A ação é uma iniciativa da Secretária de Governo e Desenvolvimento Social, por meio do PETI (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil, COMDECA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo.

O dia 12 de Junho, dia Mundial contra o Trabalho Infantil, foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002. O principal objetivo da data é alertar a comunidade em geral e os diferentes núcleos do governo sobre a realidade do trabalho infantil, uma prática que se mantém corriqueira em diversas regiões do mundo. No Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil foi instituído pela Lei Nº 11.542/2007.

“Ações voltadas ao combate do trabalho infantil devem ser permanentes por se tratarem de uma questão cultural. Temos que estar lutando constantemente, porque muitas pessoas observam isso como algo normal. Ao utilizar o trabalho infantil, se comete um crime, tira a infância de crianças e compromete o desenvolvimento humano” disse Conceição Martins, coordenadora do PETI.

Kleiton Ferreira, presidente do COMDECA falou sobre o combate ao trabalho infantil em Santa Cruz do Capibaribe. “É uma prazer participar dessa campanha de conscientização, mostramos o quanto crianças e adolescentes devem ser prioridades nas políticas públicas e na atenção da convivência diária. Nosso intuito é conscientizar toda sociedade que crianças devem estar estudando, se preparando para um futuro melhor, não sendo exploradas e nem responsáveis por rendas familiares”, frisou o presidente.

“Depois dessas ações fazemos buscas ativas, identificamos as crianças que estão no processo de trabalho infantil, detectamos os endereços delas, nossa equipe com psicólogo e assistente social, vão as residências sensibilizar pais e responsáveis sobre as dificuldades que seus filhos vão encontrar trabalhando e tendo direitos à educação negados. Posteriormente, encaminhamento as famílias a rede de assistência social, viabilizamos assistências e direitos”, contou Cinthia Carvalho, gestora do Creas.  

Os principais tipos de violação do trabalho infantil estão a situação de rua, negligência e abandono, discriminação, violência física, violência sexual, tortura, tráfico de criança e adolescente, e violência psicológica. A denúncia apresentada poderá ser acompanhada de uma foto tirada no momento do fato ocorrido.

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