terça-feira, 4 de outubro de 2016

Agenda Ambiental da Fiepe discute soluções para região Agreste


A Unidade Regional Agreste da Fiepe encerrou os encontros da Agenda Ambiental, que já foi realizada na sede da Federação em Recife e nas regionais Petrolina e Araripina. Gestores e profissionais que atuam nos segmentos de lavanderia, alimentos, confecções, material de construção, entre outros, formaram o público do evento, que foi realizado ontem (29), em Caruaru. A consultora Vera Barbosa, da Gemas Consultoria, foi a responsável por conduzir as atividades. Logo no início, foi enfática ao questionar os presentes: como estão sendo tratados os recursos naturais dentro das empresas?

A Agenda Ambiental foi dividida em dois momentos: conceitos e imersão. Na primeira etapa, a especialista Vera Barbosa apresentou conceitos importantes para a discussão, entre eles o de sustentabilidade. “Sustentabilidade não é apenas o verde, é o social e o econômico também, é saber quanto tempo você quer que sua empresa se mantenha no mercado e trabalhar para isso. Não é cumprir apenas com a legislação, pois essa se refere à gestão ambiental. É buscar tecnologias que reparem as perdas dos processos produtivos. A Agenda Ambiental é a indústria contribuindo com os municípios e o Estado”, ressaltou.

Os participantes foram orientados a buscar nos processos produtivos: longevidade e otimização dos recursos, redução de desperdício e menor impacto para o meio ambiente. A produção de resíduos, característica da indústria, pode se tornar um novo negócio, por exemplo, que agregue benefícios, inclusive para as comunidades nas quais as empresas estão inseridas. Em seguida, grupos de trabalho foram formados para definição das questões ambientais de maior impacto para as empresas e de propostas que modifiquem esse cenário.

O presidente do Conselho Temático do Meio Ambiente da Fiepe, Anísio Coelho, avaliou a importância do projeto, principalmente, em tempos de crise econômica e escassez de recursos, como a água. “A construção da Agenda Ambiental tem como objetivo priorizar as ações que a Federação precisa implementar ao longo do ano de 2017 para que tenhamos mais eficiência. 

À medida em que é feita esta análise, nós podemos verificar os problemas que se sobressaem e podemos encaminhar todos os nossos esforços, no sentido de tentar ajudar o empresário industrial pernambucano a solucionar esses entraves apontados. Determinadas ações podem fazer com que as empresas ganhem competitividade porque, com mais eficiência, pode-se reduzir custos, eliminar ou diminuir a geração de resíduos, buscar eficiência energética e no consumo de água. Essas alternativas vão auxiliar a reduzir custos do setor industrial e, com essa redução, podemos dar uma contribuição para, efetivamente, passarmos por este momento difícil da economia brasileira”, finalizou.

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