terça-feira, 15 de março de 2016

Professores da rede municipal recebem formação sobre a construção de gêneros


“Educação. Repensando a desigualdade na perspectiva de gênero. O que é que eu tenho a ver com isso?”, esse foi o tema proposto pela Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, através do trabalho conjunto da Secretaria de Educação e Coordenadoria da Mulher, para a Formação Continuada dos professores da rede municipal de ensino. A capitação aconteceu na manhã do último sábado (12), na Escola Técnica Estadual (ETE), no município.

De acordo com o secretário de Educação, Joselito Pedro, a proposta do encontro foi debater a construção de gênero de forma didática e comprometida com a realidade sócioeducacional. “Diariamente os professores em sala de aula se deparam com situações novas e até contraditórias aos seus conceitos, muitas correlacionadas às construções de gênero. Essas construções que são feitas durante a infância irão nortear a postura dessa criança no convívio social e determinar sua postura diante da realidade. Por isso, achamos que seria importante capacitar nossos professores neste tema tão discursivo e atual,” frisou o secretário.

A construção igualitária de gênero tem sido uma das ações desenvolvidas pela Coordenadoria da Mulher do município, seja através de palestras ou no desenvolvimento de oficinas, a exemplo desta capacitação. “Perpassa pela Educação a desconstrução de padrões, que muitas vezes reproduzimos involuntariamente. É preciso que a sociedade compreenda que a construção de gênero não se limita à questão sexual. Existem aspectos maiores e complexos para o poder público do que a orientação sexual de uma pessoa, como por exemplo, a violência doméstica que milhares de mulheres enfrentam diariamente” destacou a especialista em Direitos Humanos e coordenadora da Mulher, Iana Paula.

Após a palestra inicial aconteceram dez oficinas, entre elas a que tratava da definição do que é gênero pela Coordenadora Regional do Agreste Setentrional da Secretaria Estadual da Mulher, Taysa Andrade. “A expressão gênero abrange as relações e construções da sociedade, como por exemplo numa família onde o pai é falecido. 

O que será que acontece nesta família? Quais as relações de poder? Será que a filha ou o filho sofrem? Quais problemas essa nova construção de família enfrenta? O estudo de gênero irá debater o que está acontecendo nesta família, uma vez que esta já não representa a realidade da família onde os pais são vivos ou onde os avós exercem a função de pais, cada caso exige um olhar diferenciado por parte do educador e principalmente do poder público, explicou a especialista em Gênero, Taysa.

Ainda segundo a especialista, este estudo servirá para que o poder público possa desenvolver políticas sociais voltadas para a realidade dessa família, seja através da defesa de direitos, da disponibilização de profissionais de saúde, de educação, de assistência social, específicos para a realidade daquele contexto social. “As construções de gênero são necessárias porque todas as famílias não são iguais, existem várias formações e vários ajustes que precisam ser vistos e atendidos pelas várias esferas de poder público,” ressaltou.

A Capacitação discutiu ainda nas oficinas: História, avanços e desafios de gênero da educação pela psicóloga Tereza Cristina; O lugar da mulher no contexto do polo de confecção, com a economista Raquel Lindoso; Desigualdade de gênero nos espaços de poder, através da mestre em Ciências Políticas, Clarissa carvalho; A construção da identidade e as relações de gênero na educação infantil de Santa Cruz do Capibaribe, pelo pedagogo Ricardo Tenório; entre outros. 

Informações da Assessoria.

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